Nossas Produções

Relato de Experiencia: Flávia Oliveira
Bom Dia!!!!

Estava na 3ª série do SESI 390, quando comecei a gostar realmente de ler. Minha professora logo no começo do ano entregou uma sacolinha com um livrinho, uma caixa de lápis e uma caixa de giz de cera, dentro também havia uma folha mimeografada com dados do livro que tínhamos que procurar. Toda semana, uma menina e um menino levavam a sacolinha para casa. Mas toda semana também encontrávamos uma surpresa na sacolinha. Ela colocava doces e dizia que era para “adoçar” nossa leitura.

A atividade era bem simples: ler, colocar os dados do livro, escrever o que havia entendido da história e desenhar a parte que mais gostou. Mas no dia da entrega ela preparava toda a aula de português em cima da apresentação do livro. Então tínhamos que treinar, ler e entender o livro para poder explicar para os colegas. Lembro que naquela época, ficávamos ansiosos para chegar nosso dia e ver qual o livro que iriamos encontrar na sacolinha.  Deste então, sempre que posso carrego comigo minha sacolinha de livros e nos momentos livres, adoço  meu dia –a – dia com a leitura.


Taína Garcia Moreno Tomazella,
Sobre o meu encontro com a leitura...

Estava no maternal, no Colégia Imaculada Conceição de Mogi Mirim, tenho ótimas recordações, de todas as professoras, dos teatros, do parque e infelizmente do desenho em que gaivotas e nuvens foram o motivo para que meu trabalho fosse exposto de maneira agressiva para todos os colegas de classe.
Após esse momento infantil me tornei uma criança introvertida que teve dificuldades para aprender a escrever, talvez pela vergonha de errar, mas também por muita preguiça. Meus pais custaram para me fazer gostar da escola.
Aprendi a escrever utilizando cartilha, em que cada letra era um sufoco (sempre a mesma coisa), para a letra A - ABELHA, B - BOLA, C - CEBOLA..., D - DROMEDÁRIO e assim por diante, na minha inocência já sabia qual seria o ritmo da aula, um cartaz com a figura da letra, um texto com várias palavras com a letra do dia,  exercícios nada criativos, repetindo a letra do alfabeto e uma tarefa gigantesca - cópia de um texto.
Acompanhando a alfabetização do meu irmão mais novo, vi diferenças, pois ele não aprendia que a letra A era a letra A, e sim o som que ela produzia, sendo muito mais prazerosa a aprendizagem para ele.


PROF. Henrique Cesar
ENCONTRO COM A LEITURA


Minha primeira experiência com leitura e escrita de verdade  ocorreu na minha 8ª série, onde a minha professora de português Profª Lucila, que planejou e cumpriu um programa de leitura para cada bimestre. No primeiro lemos QUANDO FLORECEM OS YPES.  Além da leitura, o gostoso eram os grupos de debates para comentar.  No início era meio tumultuado, poucos colocavam suas opiniões, e também era meio chato fazer relatos em forma de redação dos acontecimentos que achávamos importantes daquela trama de quatro amigos de infância, indicados pela professora, "eu odiava" . No segundo bimestre lemos O PEQUENO PRINCIPE, agora nossa sala já estava mais acostumada e foi melhor, aliás, eu acho que era eu que estava perdendo o medo da leitura e da escrita. Foi uma surpresa no final do semestre, Dona Lucila veio até a sala e nos elogiou, disse que nossa turma a tinha deixado muito feliz, que nós poderíamos ler o romance DOM CASMURRO nas férias e que durante o segundo semestre faríamos debates, redações e até um teatro sobre o romance. Lemos nas férias, relemos nas aulas, comentamos o tipo de fala da época,  debatemos, escrevemos nossa opiniões sobre os personagens e até fizemos um teatro que foi um sucesso. Uma sala com mais de quarenta alunos, que com certeza na sua maioria nunca tinham lido mais que um livro no ano. Uma professora que não tinha pressa, tinha paciência e amor para com a leitura. Hoje o pouco que "gosto" de ler e escrever devo muito a essa professora.

“MEMORIAL ESCOLAR”
E a história começa assim... Mineira de Diamantina (MG), terra do saudoso JK, caçula de uma família de quatro filhos comecei minha trajetória de estudante, creio que como a maioria, no jardim de infância (hoje conhecido como pré-escola ou talvez como educação infantil) na A. C. F. Infantil Belita Tameirão.
Lembro-me claramente das atividades de coordenação motora fina... rasgar pequenos pedaços de papel e fazer bolinhas com eles....aí sofri um acidente onde fraturei o crânio e a cirurgia reparadora só poderia ser feita aos nove anos de idade. Fiquei então, aos cinco anos com uma moleira, semelhante à de crianças recém-nascidas.
A minha professora naquela época, tia Maria Angélica Coelho (em MG usávamos o tratamento de professores como “tia” até a 4ª série), conjuntamente com a diretora (tia Gorete Canuto) e minha mãe (também professora pessoal!) decidiram que não era seguro para eu ficar entre as outras crianças... Que tristeza! Estava no primeiro período!
Também, pela mesma razão, não pude frequentar o segundo período... Mais tempo triste em casa...
Quando finalmente, já em outra escola (Escola estadual Professora Júlia Kubitschek), pude frequentar o pré-primário...
Nesta etapa, minha professora era a Dona Antônia, esta por ser uma senhora de idade mais avançada que as demais professoras, não permitia o tratamento de “tia”. Lembro-me claramente do aperto que passei: Éramos alfabetizados com uma cartilha chamada "O barquinho amarelo".
Meus colegas já haviam frequentado a escola por dois anos e eu não. Dona Antônia pediu então que cada um fizesse a leitura de uma frase nas primeiras páginas do livro... Eu ainda não sabia ler... Tive tanto medo de passar vergonha que encontrei uma saída... Contei quantos colegas leriam na minha frente e pedi a uma coleguinha que lesse baixinho para mim o que eu deveria ler... Memorizei imediatamente, e quando foi minha vez de fazer a leitura, desempenhei meu papel sem que ninguém descobrisse meu segredo...
Naquele ano fui passar as férias de julho no acampamento de uma empresa de reflorestamento onde meu avô materno trabalhava como administrador. Em frente da casa havia um lago. Minha mãe (professora querendo estimular) fez um barquinho de jornal e levou-me junto com minha irmã para soltarmos o barquinho na lagoa. Eu me senti como os personagens do livro, que eram crianças que construíram um barquinho e o soltaram em uma correnteza e foram acompanhando... “Mãe é mãe”, não é mesmo? Mas mãe professora é muito melhor! Aliás, na minha família, além de minha mãe, tia Diva, tia Dalva, tia Leny, tia Dirce, todas eram professoras!
Aquele ano foi de muito esforço... E aos trancos e barrancos aprendi a ler... Nunca mais me esqueci das histórias que continha "O barquinho Amarelo"! Através dele obtive minha primeira vitória. Minha primeira formatura! 15 de dezembro de 1975. Creio que estou ficando “experiente”!
No ano seguinte, já com tia Marlene (1ª série / 1976) as coisas correram tranquilas para mim, mas lembro-me que não foi do mesmo modo para minha irmã.
Ela obteve nota suficiente para ser aprovada, mas minha mãe, como educadora também, sabia que ela não tinha alcançado as habilidades leitoras para seguir em frente.
Minha mãe deseja que ela repetisse a série (2ª), mas conversando com a professora dela decidiram que não seria “muito positivo”. Talvez viesse a causar uma grande desmotivação em minha irmã.
Ela seguiu em frente, mas na 6ª série não deu mais para segurar. Minha irmã foi reprovada em Português, e passamos a cursar junto o restante ensino fundamental.
A história deve ser minha, mas fiz este pequeno complemento com a história de minha irmã, porque acredito que se ela tivesse repetido a série (2ª), teria constituído uma base mais sólida na língua Portuguesa.
O adiamento da reprovação só trouxe desvantagens, pois ela seguiu em frente, porém sempre muito insegura, até que finalmente, ao repetir a série (6ª) obteve a oportunidade vencer as dificuldades e consolidar a sua aprendizagem.
Desde aquela época havia esta discussão sobre malefícios e benefícios de uma reprovação na vida do aluno. Com esta experiência familiar, e por hoje observar o nível de aprendizado (ou a falta dele!) de meus alunos, cada vez mais acredito que a progressão continuada é um “crime” que se comete com as atuais gerações. Mas...
Continuando. Na 2ª série / 1977 e 3ª série / 1978 tive a tia Sueli Ferreira. Não tenho nenhuma lembrança marcante destes anos também, pois tudo deve ter transcorrido calmamente.
Na 4ª série / 1979, com tia Rosangela Brant passei por minha primeira grande escolha na vida. Como minha mãe viajava muito pela Delegacia de Ensino (em MG, falávamos assim, hoje é Superintendência de Ensino), minha irmã Nádia era encarregada de ensinar-me o “dever de casa”. Porém ela, como adolescente, ficava bem pouco feliz com esta tarefa e por esta razão desconhecia a borracha escolar. Qualquer erro que eu cometia, ela simplesmente arrancava a folha e então eu tinha que fazer novamente tudo! Isso fez com que eu detestasse as tarefas de casa. Comecei a não fazê-las e dar desculpas para a professora. Ela então um dia me chamou e foi clara: “Você não tem feito às tarefas de casa, e de hoje em diante, toda vez que não fizer a tarefa, vai ficar sem o recreio”. Da mesma forma, fui clara com ela: Não gosto de fazer deveres de casa. Não quero mais fazer. Prefiro ficar sem ir para o recreio. Passei aquele ano todo fazendo o lanche dentro da sala de aula. Como a parede da sala era de vidro, eu ficava vendo meus colegas correrem e brincarem no recreio sentia, às vezes, vontade de estar com eles, mas eu sabia que o preço para isso era ter de fazer as tarefas de casa, então me conformava e ficava desenhando no quadro negro.
Para muitos, pode parecer crueldade o que vou contar ainda sobre a quarta série, mas para mim, foi muito bom, me fez estudar cada vez mais. Tia Rosângela organizava a sala em seis fileiras de alunos; as duas primeiras eram destinadas aos “alunos excelentes”, as duas seguintes, eram para os “alunos bons” e as duas ultimas eram para os “alunos ruins”. Todas as sextas feiras, passávamos por um teste de leitura oral de um pequeno texto (olha minha competência leitora sendo avaliada aí) e responder aos fatos fundamentais (tabuada). A posição na sala que ocuparíamos na semana seguinte era fruto desta avaliação. Por apenas uma vez fiquei em uma carteira das duas ultimas fileiras. Fiquei com tanta vergonha, que nunca mais deixe de treinar a leitura e a tabuada em casa. Pelo resto do ano, estive na fileira dos “alunos excelentes”. Estar naquelas duas fileiras era uma “honra” e uma “conquista”. Este método pode parecer a muitos, muito rigoroso e cruel, mas em mim desenvolveu o hábito de estudar. E com toda certeza, o estudo é fator fundamental para desenvolvimento de qualquer habilidade. Hoje em dia, entretanto, uma única leitura do conteúdo dado em sala de aula é coisa inimaginável por parte dos alunos.
Ainda neste ano lembro-me de, um por um, saíamos da sala de aula e íamos à sala da diretora (Dona Célia Miranda) fazer o exame final de leitura. Lá estava ela e a supervisora da escola. Entrámos e nos era apresentado um texto o qual deveríamos ler com fluência e entonação de voz perfeita, pois senão seríamos reprovados. Novamente minha competência leitora sendo avaliada! E hoje, graças a esta escola tradicional, posso fazer leituras iniciais em minhas aulas de tal maneira, que muitas vezes desperta o desejo de ler em muitos alunos.
Ainda nesta escola, em uma cerimônia de encerramento do ano letivo, todos os anos, os alunos que se destacavam em cada disciplina eram agraciados com um cartão dourado para o primeiro lugar e um cartão prateado para o segundo lugar. Durante os três anos anteriores, assisti a cerimônia desejando estar no lugar dos agraciados. Finalmente na 4ª série, recebi o cartão dourado em Ciências! Fiquei muito feliz! Estudei muito para esta conquista!
 Em 1980, ingressei orgulhosa, na Escola Estadual Professor Leopoldo de Miranda para cursar a 5ª série.
 Orgulhosa porque, para ingressarmos nesta série, tínhamos que fazer o exame de admissão. Fiz e fui aprovada. Como premio, fui matriculada no turno da manhã na turma “A”. Os reprovados tinham vaga na escola, mas no turno da tarde e nas turmas “C” e “D”. Para vocês verem! Os “métodos” na escola tradicional eram todos muito duros (meritocráticos), porém muito “realistas”! Sempre se separava o joio do trigo. Quem queria estudar era recompensado com o reconhecimento do seu esforço. Os que não gostavam de estudar tinham de estar juntos em classes onde não se produzia muita coisa. Era tudo muito claro. Muito realista. Justo.
Hoje em dia, estamos tão cheios de regras... Não pode isso, não pode aquilo senão vai deixar o aluno “traumatizado” que acabamos nós, professores, ficando “traumatizados” com o analfabetismo funcional reinante! Até o simples uso de caneta com tinta vermelha não é mais recomendado!
 Já na quinta série (1980), a lembrança mais marcante foi o encantamento com as aulas de história. A professora Magda contava sobre os fatos históricos em estudo como se estivesse contando um filme. Era maravilhoso! Esperávamos com grande ansiedade as aulas de história.
Em geografia, com Dona Celídia, também eram aulas muito prazerosas. Tínhamos aulas de Educação Moral e Cívica com a professora Eunice Veloso; graças à dedicação desta professora, hoje sei de cor hino nacional, hino da independência, hino da bandeira. Muito mais do que conhecer estes hinos, esta professora iniciou em nós uma visão mais crítica sobre a sociedade onde estávamos inseridos. Dona Ruth Spindola, uma senhora de idade já bem avançada, era minha professora de matemática. Esta também, com métodos bem rígidos, levava-nos a estudar bastante para obter bom desempenho.
       Como pode observar nas fotos, participar do desfile de Sete de setembro era algo que nem se discutia. Toda a escola participava. Era nossa apresentação diante da comunidade, e procurávamos fazer o melhor possível. Havia premiação para e escola que apresentasse um melhor desfile dentro de critérios pré-estabelecidos.
 Nossa professora de Língua Portuguesa, Dona Virgilene apresentava no início do ano um lista com quatro obras literárias que deveriam ser lidas durante o ano. Foi aí que teve início a paixão pela coleção vagalume!
A Ilha Perdida, Aventuras de Xisto, Menino de Asas, O Caso da Borboleta Atíria, O Escaravelho do Diabo, O Feijão e o Sonho, O Mistério do Cinco Estrelas, O Outro Lado da Ilha, Spharion (Aventuras de Dico Saburó), Éramos Seis... São alguns títulos de que me recordo.

No decorrer da sétima série (1982), certa vez o Sr. Clóvis, professor de matemática, entregou-me uma prova corrigida. A avaliação totalizava em sete pontos e eu obtive seis. Não identificando qual havia sido meu erro, indaguei-o e prontamente obtive a seguinte resposta: “prova é documento, documento se assina, e assinatura deve ser em letra cursiva” (desde esta época já utilizava letra de imprensa). Nunca mais me esqueci deste aprendizado e hoje, muitas vezes tenho de lembrar aos meus alunos de colocarem o nome completo nas provas. Minha formação foi obviamente dentro de uma escola tradicional, e esta primava pelos mínimos detalhes. Detalhes estes que hoje me conferem algumas vantagens: sinto ser possuidora da competência leitora e escritora e, portanto melhor preparada para concursos, provas de mérito e coisas do gênero.
Ao final da oitava série (1983 / 1984), para ingressar no ensino médio, novo exame de admissão. Novamente fui admitida, conquistando o direito de estudar pela manhã na turma “A”. Entretanto, naquele ano grande parte dos meus colegas foi para a rede particular de ensino, pois a rede pública onde estávamos, para o ensino médio, oferecia o curso de magistério. Neste curso não tínhamos as disciplinas preparatórias para um vestibular (Matemática, Biologia, Física e Química). O primeiro ano (1984) era considerado o básico e tínhamos algumas noções destas disciplinas. Mas o segundo ano (1985) e o terceiro ano (1986) tinham apenas as disciplinas pedagógicas tais como: Didática da matemática, didática da Comunicação e expressão (Português), sociologia, filosofia...
 Eu não poderia fazer esta mudança, pois minha mãe não poderia arcar com as despesas de estudo em uma escola particular. Mesmo assim, após minha formação no ensino médio não ter sido a mais adequada, as bases eram bem sólidas e consegui ingressar na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) no curso de Biologia.
      Dentro da UFMG, por diversos momentos, senti-me uma pessoa privilegiada, abençoada por Deus, pois eu sabia que eram poucos que tinham acesso a aulas tão maravilhosas, a professores tão fantásticos.
      Em 1998 concluí o bacharelado em Microbiologia.
      Em 2000 concluí a continuidade de estudos e obtive a licenciatura plena no ensino de biologia.
      Fiz concurso para ser professora estadual de Minas Gerais, onde me tornei efetiva em um cargo de Ciências e um cargo de Biologia. Em 2003 fiz concurso na Rede Pública de educação do estado de São Paulo e efetivei-me no cargo de Ciências, tendo sido aprovada também no cargo de biologia. Tomei posse neste cargo em 2006 onde estou até hoje lecionando na rede pública de educação SP.
      Antes dessa posse, fiz concurso e fui aprovada para lecionar ciências no Município de Canas (SP).
      Hoje, a professora que sou tem muito de todos estes mestres que passaram por minha vida. Tento desenvolver dentro da minha disciplina as competências leitoras e escritoras de meus alunos. Sinto muito falta da disciplina na sala de aula e de uma maneira geral. É claro que procuro manter disciplina em minhas aulas, mas esta se torna uma tarefa cada vez mais difícil.
É uma luta cada vez maior, pois a escola não tem mais significado para estas novas gerações, são poucos os que ficam fascinados pela leitura inicial da aula, são poucos os que degustam as imagens maravilhosas dos documentários, menos ainda são aqueles que se importam se estão se tornando preparados (competitivos) para a vida ou não. E são muitos os que chegam até mim (do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental) sem noções básicas de leitura e escrita.
O velho discurso de que a escola pública da minha época era boa, mas para poucos, e agora temos uma educação para todos... É um “algo” que para mim nem há motivos para existir, uma vez que os “resultados” estão por aí, para quem quiser ver.
Hoje falamos muito em desenvolver competências e habilidades em nossos alunos, mas não discutimos como fazer a escolar voltar a ter significação na vida deste, algo que, a meu ver, seria muito mais producente.
Enfim... Que saudade da escola tradicional! Sei que hoje sou uma bastante tradicional, mas nem por isso deixo de estar receptiva, as novas mudanças, desde que estas realmente sejam mudanças em busca de uma melhoria na educação e não “meramente estratégias” com de manobra da massa popular.
Ivone Lages da Cunha Anaia.
3. https://plus.google.com/107042695912689930235/about?gl=br&hl=pt-BR



     Pensando sobre minhas experiências com a  leitura, e após ler o depoimento da colega Ivone comecei a puxar na memória os livros que li na infância tentando descobrir qual foi o primeiro, minha recordação mais remota foi um livro que li quando deveria estar na 2ª ou 3ª série o título é: "A bolsa amarela"  na verdade já nem me lembro do que tratava,  mas lembro da emoção daquele momento, então passei por outras recordações já pela 5ª ou 6ª série como os livros da coleção Vaga-lume como  " A ilha perdida"  e "  O Cachorrinho samba", destes me recordo um pouco mais, pois a minha saudosa professora Carmem Fermozzeli nos pediu um resumo após a leitura, posso garantir que foi muito prazeroso retomar tantas lembranças perdidas no tempo.
                                                                                                          Marta Pereira da Silva



Minha experiência de leitura...

 Ainda me recordo de algumas histórias que marcaram a minha infância. Uma delas narrava as aventuras de quatro jovens, “briguentos”, que viajavam nas costas de uma raia jamanta. Esse ser cartilaginoso transportava os quatro aventureiros por lugares longínquos. Mas os desacordos entre eles eram constantes. Quando queriam parar em algum lugar, e a raia não parava, chamavam-na de chata. O diálogo das personagens despertava a minha curiosidade, pois a palavra chata oscilava entre dois significados. A palavra chata era usada no sentido de que ela não atendia aos pedidos dos jovens, deixando-os aborrecidos. E, chata, no sentido da forma achatada do animal marinho. Confundia-me as diferentes acepções do termo cada vez que ele aparecia. Só hoje, percebo que foi justamente aquele jogo polissêmico que me prendia ao texto.
              Outro livro que me ficou gravado na memória foi um suspense policial. Um crime misterioso abalara o invisível mundo dos insetos: a noiva do príncipe Grilo fora assassinada. Para desvendar o caso, entra em cena Atíria, a borboleta-detetive, que, antes de desvendar o caso, acaba aprisionando o coração do príncipe Grilo. Recheado de lendas e fábulas, “O Caso da Borboleta Atíria”, da série “Vaga Lume”, faz insetos falarem e pensarem. A minha imaturidade intelectual não me deixava perceber a crítica pungente à própria sociedade humana, pois não se tratava de uma história de insetos, mas de homens. A autora, nessa obra, põe a nu certos comportamentos humanos.
              Essa foi a minha experiência pessoal com a leitura na quinta série. De lá pra cá não parei mais de ler. Descobri na leitura atividade prazerosa, mais complexa do que a simples decodificação de símbolos linguísticos, coisas da tradição escolar. Também compreende que ler também não é acumulação de conteúdos ou informações vazias. Ler é palmilhar pela imaginação, construindo o mundo e ampliando a visão de tudo aquilo que os nossos olhos podem capturar por meio de suas lentes. Ler é aprender a relacionar-se. Ler é perceber os sentidos.
Maria das Graças da Silva Capuani




Um comentário:

  1. Oi Flávia também estudei no SESI só que no 290 e minha professora fazia a parte de leitura diferente, também sugeria o livro e nós liamos e depois fazíamos o que hoje fazemos uma socialização da parte que mais gostávamos e produzíamos os personagens com massinha de modelar. Gostava muito e hoje em dia esta muito didícil o aluno ter essa vontade e gosto há leitura.

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